Salvos da perfeição – Elienai Jr.

Publicado em Espiritualidade, Leitura & Colheita, Religião às Junho 26, 2009 por fchagas

Salvos da pefeição

Pronto! Eis o livro do Elienai jr. Conheço o autor há pouco tempo, porém,  o suficiente para  inspirar  elaborações no campo das idéias.  Logo percebi estar diante de um homem Amigo da liberdade e da lógica sem peias. Afinal, “… a glória dos reis  é escrutinar palavras…”(Pv.25.2). Alegro-me pelo lançamento do livro e desde já vislumbro os frutos. Leia

Não é difícil perceber, entre cristãos, um jeito “angelical” de ser. Em nome de Deus insinuamos um ideal de santidade e nos impomos uma agenda “divina”: uma vida sem contradições, dúvidas, aflições. E, pior, sem pequenos prazeres, sem alegrias banais.

Porém, o Deus bíblico insiste em se encontrar conosco não em “outra vida”, mas na vida mesma que temos. Ele quer nos ajudar a vencer a pretensão venenosa, insinuada pela Serpente, de uma vida perfeita. Salvos da Perfeição foi escrito para nos livrar deste veneno.

Salvos da pefeição

A fórmula do fracasso e do sucesso

Publicado em Pensamentos às Junho 16, 2009 por fchagas

Quando você se interessa por aquilo que faz – seja editar um pequeno jornal ou ter um pequeno comércio ou ser psiquiatra ou escrever um romance – se não for  uma atividade criminal, então você é um ser humano bem-sucedido, pouco importa se o seu nome é popular no país inteiro ou desconhecido na próxima esquina.

(H. B. Fox)

Amar

Publicado em Pensamentos, Prosa e Poesia, Senda da Paixão às Junho 12, 2009 por fchagas

passaro do amor“Estar apaixonado é um estado” dizia Denis de Rougement; “amar, um ato.” O casal, quando sobrevive a coabitação, quando nela cresce, permite que passemos desse modo (o amor-paixão: aquele que sofremos) para esse ato (o amor-ação: que fazemos, cultivamos e assumimos). É preciso ser bem jovem ou bem ignorante para não ver nisso um progresso. Estar apaixonado é sentir falta de alguém: I need you; te quiero… Amar é não sentir falta de nada: é fluir e regozijar-se de uma presença, de uma existência, de um amor. Cuidado, contudo, para, entre esses dois pólos, não absolutizar a diferença. Não há a nada mais relativo, nada mais flutuante que nossas histórias de amor. Por força de nossa finitude, há sempre uma falta em nós, sempre paixão ou passividade, sempre dependência, sempre uma criancinha que busca um seio ou um amor. E quase sempre bastante força ou alegria para dá-lo, ao menos um pouco. “a criança só sabe pegar” dizia Svami Prajnânpad, “é o adulto que dá.” Isso pelo menos indica o caminho. Comumente, começamos por amar aquele ou aquela que não temos, que nos falta, que gostaríamos de possuir e conservar; depois aprendemos a nos regozijar, no melhor dos casos, com que ninguém jamais possuirá, que é a existência do outro, a liberdade do outro, o amor do outro… o casal não é o contrario da solidão: é um modo de vivê-la juntos, sem negá-la ou renegá-la, sem aboli-la ou atraí-la. “na medida em que somos nós” , escrevia Rilke,” o amor e a morte se aproximam. Também a solidão e o amor, na medida – sempre finita – em que vivemos.

Que tudo isso começa na sexualidade –no mais obscuro do homem e da mulher, no mais animal, no mais bestial, e nem por isso menos humano – é o que ninguém ignora e que constitui como que um prazer a mais, um distúrbio a mais, que nos fascina, que nos assusta, que nos move e que nos comove. Maravilhosa obscenidade dos corpos. Alegre repetitividade do desejo. Perturbadora intimidade das carícias. Esplendor da volúpia. E tanta violência, e tanta doçura, e tanta ternura! Poder de fluir. Poder de se regozijar. O sexo é uma noite e um sol. O amor – quando amor há – é sua luz e seu repouso.

André Comte-Sponville. A vida humana. p. 44

Uma celebração

Publicado em Conjunções, Filosofia da praça, Prosa e Poesia, Vibrações da Alma às Junho 9, 2009 por fchagas

coracao-sangradoOntem, por volta de 22h recebi um convite de meu amigo Richardson, convidou-me para uma espécie de ato de memória. Atendi com profunda gratidão. Recebi seu convite como testemunho de que, além de uma amizade autêntica, ele estava compartilhando  algo muito comovente, portanto selando um relacionamento.

UM lugar como memorial.

“Mas fica atento, guarda bem a tua vida, guarda-te de nunca esquecer as coisas que teus olhos viram nem deixa-las sair de teu coração em nenhum dia de tua vida; …” (Deuteronômio. 4.9)

Amigo, obrigado pelo convite e recepção.

Um grande abraço

A dor da melancolia

Publicado em Prosa e Poesia, Vibrações da Alma às Junho 2, 2009 por fchagas

Hoje amanheci com uma tristeza na alma.  Desolado. Frustrado por uma razão óbvia!. Pus meus sonhos numa única via.  Hoje o dia não teve madrugada porque ainda não dormi. Parece que o sol não despiu-se pra dormir.

Melancolia – Tristeza.  Solidão – Isolamento. São palavras que desejamos banir de nosso vocabulário. São palavras temerosas que ficam ali no âmago do coração, como um painel iluminado: acendendo e apagando. Num momento de dor refletem uma realidade insuportável – andam de mãos dadas.

Sinto…

… As lágrimas escorrerem em silêncio, sinalizando o gotejo da dor esvaziando-me.

… A dor produzir o vazio da angustia que me queima o peito.

… A dor desconhecendo as fronteiras dos sentimentos.

… A dor impiedosa emanar  suspiros que saem de meus lábios.

… A dor intensa produzir soluços entrecortados, proporcionando-me beber a água de meu próprio poço.

… A dor tem arquivos. Ejeta a memória muda. Implacável. Músicas, fotos, momentos, sonhos, planos…

Uma profunda angústia se avizinha. Por enquanto, apesar de ser  verdade, reluto  aceitar a  reticência do Rubens Alves, “ostra feliz não faz pérola”.

Não sei como vou enfrentar essa realidade!… A amargura me consome e enlaça meu corpo.

Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.

(Salmos 25:16)