Ortodoxia Generosa: Jesus, Salvador de quê?
Estou lendo e antecipadamente recomendo, de forma voluntária e intencional, o livro de McLaren. Como ele mesmo define: “O livro é absurdo porque defende uma ortodoxia que quase ninguém defende atualmente, pelo menos não até aqui. A maioria das pessoas não está interessada em alguma ortodoxia – generosa ou de qualquer outro tipo; elas querem A ortodoxia.” Sem dúvida um raro modelo para repensar nossa prática cristã. Um livro atual e inovador. “Uma Ortodoxia Generosa” de Brian McLaren traz em seu bojo verdades que sua aplicação são de extrema importância.
Transcrevo ipis literis um dos textos do livro:
O verdadeiro propósito deste livro e de grande parte de meus escritos e pregações e tentar ajudar-nos a realinhar nossa religião e nossa vida ao menos um pouquinho mais com esse Alguém. Ao fazer isso, creio ,será bom para nós e para o mundo.
Talvez nosso “Cristianismo voltado para dentro, orientado para salvação individual” seja uma incompreensão colossal e trágica, e talvez precisemos escutar novamente a verdadeira canção.
Assim, talvez seja melhor suspender aquilo, se é que há algo, que você “sabe” sobre o que significa chamar Jesus de “Salvador” e dar ao tema da salvação uma atenção renovada. Comecemos de maneira simples. Na bíblia, salvar significa “resgatar” ou “curar”. Enfaticamente, não significa “salvar do inferno” ou “dar vida eterna após morte”, muitos pregadores parecem comunicar indiretamente sermão após sermão. Seu significado varia de passagem a passagem, mas no geral, em qualquer contexto, salvar significa “tirar do problema”. O problema pode ser a doença, a guerra, a intriga política, a opressão, a pobreza, a prisão, ou qualquer tipo de perigo ou mal. Deus, através da Bíblia hebraica (que os cristãos chamam, talvez de maneira tola, de Velho Testamento), repetidamente salva dos perigos do mal. Assim, dizer que Deus salva significa que ele intervém para resgatar. Deus, compassiva e miraculosamente interfere, se envolve, intervém e protege seu povo de seus inimigos e deles mesmos.
Enfim, lê-lo foi um grande prazer. A parte 2 ganha destaque – QUE TIPO DE CRISTÃO EU SOU? Seus escritos entusiasmaram-me a ver o cristianismo de forma diferente.














Preciso ler esse livro. Os comentários que tenho lido acerca dele vêm me chamando a atenção. Bem, está na lista de espera. Logo terei minhas próprias impressões!
Fortes abraços daquele que deseja que você continua se entusiasmando com as coisas da fé cristã.
q bom não estou louco, o q acho incrível é q esta questão sobre salvador de q? q o escritor vai abordar é uma parada q vinha pensando nos últimos tempos, e ae me deparei com este livro q vai abordar exatamente esta questão!
Se Jesus não vai salvar nossas almas, quem irá?!?!
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Júlio, meu caro amigo, obrigado pela visita. Você deve saber que Jesus é único. Penso que o autor – Brian Mclaren – , neste livro, apresentou a Igreja não como uma instituição humana. Jesus comprou-a com Seu sangue. Portanto, de imensurável valor. Ressaltou que resgatar fórmulas antigas e aplica-las em nosso contexto seria desconsiderar um processo evolutivo cultural. Um grande abraço. FChagas.
Caro amigo,
Sou professor de teologia contemporânea em um seminário batista em São Paulo e confesso minha perplexidade em ver o brinde sendo levantado em homenagem à obra de McLaren. Como pensador, é claro que entendo a provocação planejada. Contudo, teológicamente falando, falta-me fé para entender tanto o autor quanto sua obra uma contribuição final positiva para fé de hoje.
Aos leitores interessados, encontra-se, entre outras babozeiras provocativas, o problema da “salvação do que”, os “outros caminhos”, etc e etc.
Finalizando e sendo generoso, há ganho naquelas páginas. Já ortodoxia e concordância… tenho cá minhas dúvidas.
HUGS!
Li o livro…
Realmente, Brian expõe muitas verdades residentes em nossas igrejas.
Ele só se esqueceu daqueles que realmente vivem o Evangelho de Jesus…
Seria bom se relamente a salvação fosse para todos, inclusive aqueles que não querem saber de Cristo… mas as Escrituras não relatam isso.
Comer a carne é bom, mas roer o osso é necessário, porque se não fica fácil… e cômodo…”vou ser salvo mesmo, pra que seguir regras???”
Concordo plenamente quando ele critica o excesso de tredicionalismo que não leva a lugar algum… porém, não posso concordar em escancarar tudo; ao meu ver, seria uma anarquia generosa, em vez de ortodoxia generosa. Recomendo o livro, para aqueles que “já sabem o que querem”…:)
…E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal… Mt.¨6,13a