A dor da melancolia
Hoje amanheci com uma tristeza na alma. Desolado. Frustrado por uma razão óbvia!. Pus meus sonhos numa única via. Hoje o dia não teve madrugada porque ainda não dormi. Parece que o sol não despiu-se pra dormir.
Melancolia – Tristeza. Solidão – Isolamento. São palavras que desejamos banir de nosso vocabulário. São palavras temerosas que ficam ali no âmago do coração, como um painel iluminado: acendendo e apagando. Num momento de dor refletem uma realidade insuportável – andam de mãos dadas.
Sinto…
… As lágrimas escorrerem em silêncio, sinalizando o gotejo da dor esvaziando-me.
… A dor produzir o vazio da angustia que me queima o peito.
… A dor desconhecendo as fronteiras dos sentimentos.
… A dor impiedosa emanar suspiros que saem de meus lábios.
… A dor intensa produzir soluços entrecortados, proporcionando-me beber a água de meu próprio poço.
… A dor tem arquivos. Ejeta a memória muda. Implacável. Músicas, fotos, momentos, sonhos, planos…
Uma profunda angústia se avizinha. Por enquanto, apesar de ser verdade, reluto aceitar a reticência do Rubens Alves, “ostra feliz não faz pérola”.
Não sei como vou enfrentar essa realidade!… A amargura me consome e enlaça meu corpo.
Olha para mim, e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.
(Salmos 25:16)