Numa tentativa de arejar meus pensamentos, tornei algumas percepções mais claras sobre o papel da teologia. Considero imperativo que o cristão desempenhe a práxis reflexiva a respeito de sua relevância na comunidade, a fim de ser sujeito capaz de mudar a realidade que o cerca.
Eis dois textos para nossa reflexão. Meu objetivo é que, assim sendo, estimule-o a re-significar conceitos como elemento indispensável a caminhada cristã, pois assim resgatará sua própria necessidade.
“A reflexão sobre o problema fundamental da exclusão social, precisamos nos debruçar rapidamente sobre o papel da teologia na atual situação econômico-social. Vamos abordar essa questão a partir de duas perguntas:
a) cabe à teologia e às Igrejas cristãs assumir estas questões macro-economicas?;
b) se sim, o discurso teológico sobre esse tema tem como destinatário somente as comunidades cristãs e pessoas interessadas nos posicionamentos dos cristãos ou tem uma relevância real no debate que se dá no mundo acadêmico e político?”
(Jung Mo Sung)
“Se o mistério da religião é o mistério do desejo, e se o mistério do desejo se revela como poder, o poder se transforma na nova religião (…) O lugar do desejo é tomado pela ilusão do poder: a ilusão de que o poder é capaz de produzir o que o coração deseja. Os profetas denunciaram esta ilusão e lhe deram o nome de idolatria. Um ídolo é um objeto feito pelas mãos do homem (práxis) ao qual se atribui o poder para realizar os desejos do coração.”
(Rubem Alves)













