Pular para o conteúdo

“Igreja” entre aspas

janeiro 18, 2012

Somos pedra ou gente? Para o autor, a igreja de Jesus Cristo é o grupo dos seus seguidores com uma missão, espalhados pelo mundo. Mesmo que a maioria dos cristãos concorde com essa forma de ser igreja, poucos a vivenciam apenas assim. Eles a vivem em diferentes instituições religiosas com suas diferentes – e, por vezes, mutuamente excludentes – definições “bíblicas” do que é ser um seguidor de Cristo, e desenvolveram formas, ritos, funções e outras coisas que os determinam. A consequência inevitável é a igreja com estatuto, CNPJ, cargos, hierarquias, templos e uma missão.

A igreja de Cristo, originalmente “gente”, passou a ser mais do que apenas o grupo dos seus seguidores espalhados pelo mundo. Ela foi transformada em “pedra”, ela se tornou em pessoa jurídica que precisa ser mantida. A manutenção da instituição é o que consome a maior parte dos seus recursos. Até mesmo a sua missão de “fazer discípulos” (de Cristo), tornou-se para ela em necessidade de “fazer fiéis” (da instituição) para dar conta da sua manutenção e de seus projetos. Assim, mesmo que não expresso e muitas vezes nem desejado, a sua prioridade está voltada ao “ser pedra” em detrimento do “ser gente”.

O autor identifica corajosamente essa situação em nossas igrejas, aponta para as consequências dessa inversão de valores e estimula a autocrítica tanto das instituições quanto dos seus “fiéis”, com o objetivo de reaproximá-los do seu caráter original, de “gente”.

A orelha do livro que deve estar nas prateleiras no início de 2012.

Tomado pelo escrutínio da minha consciência esponho minhas intimidades, neste blog,  rastreada tão somente pelo meu coração.  Também quero deixar claro que minha intenção ao escrever não é polemizar ou gerar controvérsias, mas ser construtivo. Tostoi dizia que “A felicidade do homem consiste em querer fazer o bem.” Então, sem demora, vamos ao que interessa.

Percebo que o autor postula um assunto que  já algum tempo tem gerado, dentro da esfera eclesiástica,  “as crises de expressão que caracteriza o homem de hoje”. Tenho de confessar que hesitei em admitir  que em parte ele tem razão, e por isso o livro do Tuco Egg trará um pouco de luz para meu entendimento. Reconheço que o poder “absoluto” “hermético” do clero,  e a direção  que  “igreja” tomou nestes últimos tempos foi extremamente alarmante. Descontente, logo, o homem percebeu que a força opressora da instituição tende a manipular; privar o homem de sua liberdade e  macular sua identidade. Deste modo, uma  massa homogênea ganha aderência, autonomia, independência dentro de um “sistema anônimo”. É dentro dessa realidade (trilha)  que somos confrontados.

Minha percepção amiúde é que a distância percorrida do paradigma que se construiu na era pós-apostólica se alonga cada vez mais – a Igreja é como um organismo vivo, e não como uma instituição. A  igreja de jesus deriva da lei da vida interior. Do encontro das existencias. Cada vida pode ser um agente de transformação. Cada vida pode adicionar beleza ao Reino de Deus.

Jesus disse que todo mestre religioso “instruído quanto ao Reino de Céus é como o dono de uma casa que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”

(Mateus 13. 52)

Tuco Egg, parabéns pelo livro, camarada!

Chagas

Um Comentário leave one →
  1. janeiro 23, 2012 4:17 pm

    Valeu Chagas.
    Obrigado pela força.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 325 other followers