Saudade de minha terra
Amanheci com saudades de minha terra!
Sinto saudade das brincadeiras , ainda criança, lá em cima das pedras – dos monolitos.
Sinto saudade do cheiro da vegetação rasteira. Sinto saudade do canto livre do sabiá.
Sinto saudade da casa de taipa sem cercas ao redor, sem donos de terras - Aliás, no sertão as crianças e as galinhas vivem e brincam com o bem comum. Embora o sertanejo precisa acordar com esperança, olhar para horizonte com esperança, e ver o verde que ainda não existe, mas vem longe.
Sinto saudade dos poemas de Raquel de Queiroz – Raquel em seus livros descreve “causos” maravilhosos. Suas obras possuem brilho, seus poemas e suas crônicas parecem diários. Quando posso, releio-os. Suas palavras adquirem cor, uma beleza rica em imagens, transforma letras em sonhos. Tenho impressão que a escritora tem em sua alma, sede, que somente sacia na ponta do lápis. Esta é uma das razões, por isso, releio suas obras. Tento buscar mais do que está escrito. Logo, penso, alguma coisa esqueci. Percebo que a limitação da letra impede a expressão maior de sentimentos. “A riqueza dos sentimentos não cabem no papel”.
“Eu acho que há muitos céus, um céu para cada um. O meu céu não é igual ao seu. Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que agente ama e o tempo nos roubou. No céu está guardado tudo aquilo que a memória amou… “
(Rubem Alves)
Ah, que saudade de minha terra!













