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Saudade de minha terra

fevereiro 3, 2012

Amanheci com saudades de minha terra!

Sinto saudade das brincadeiras , ainda criança, lá em cima das pedras – dos monolitos.

Sinto saudade do cheiro da vegetação rasteira. Sinto saudade do  canto livre do sabiá.

Sinto saudade da casa de taipa sem cercas ao redor, sem donos de terras -  Aliás, no sertão as crianças e as galinhas vivem e brincam com o bem comum. Embora o sertanejo precisa acordar com esperança, olhar para horizonte com esperança, e ver o verde que ainda não existe, mas vem longe.

Sinto saudade dos poemas de Raquel de Queiroz – Raquel em seus livros descreve “causos” maravilhosos. Suas obras possuem brilho, seus poemas e suas crônicas parecem diários. Quando posso, releio-os. Suas palavras adquirem cor, uma beleza rica em imagens, transforma letras em sonhos. Tenho impressão que a escritora tem em sua alma, sede, que somente sacia na ponta do lápis. Esta é uma das razões, por isso, releio suas obras. Tento buscar mais do que está escrito. Logo, penso, alguma coisa esqueci. Percebo que a limitação da letra impede a expressão maior de sentimentos. “A riqueza dos sentimentos não cabem no papel”.

“Eu acho que há muitos céus, um céu para cada um. O meu céu não é igual ao seu. Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que agente ama e o tempo nos roubou. No céu está guardado tudo aquilo que a memória amou… “

(Rubem Alves)

Ah, que saudade de minha terra!

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