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Os dois testes da amizade – Jorge Oliveira

Postado em Conjunções, Igreja, Vida Cristã em Outubro 30, 2009 por fchagas

Existem pelo menos dois testes que revelam os amigos verdadeiros. O teste da ausência e o teste da divergência.
Por mais tempo que passe sem a presença dos amigos ou por maior que seja a distancia, amigos verdadeiros não se perdem.
O amor “Phileo” fortalece-se em todo o tempo, quando estamos longe ou perto.

A amizade real é aquela que não se abala quando surgem divergências ou mesmo discussões. O verdadeiro teste da amizade e da “irmandade” revela-se quando sabemos superar as discórdias e respeitamos as opiniões não coincidentes.

Saber ouvir e amar quem não concorda connosco não só é uma prova de respeito e educação, é uma prova de amizade.
Amizade alimenta-se com graça, confiança, perdão e tolerância.
Os amigos verdadeiros respeitam opiniões diferentes e amam nos momentos difíceis.

Já tive pessoas que estimei como amigos e descobri que afinal que não eram porque nunca superaram conflitos, que naturalmente brotam em qualquer relacionamento saudável.

Verdadeira amizade é rara! Por isso devemos estimar e amar os (poucos) amigos verdadeiros que temos.

“Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão.” Provérbios 17:17

Bendirei a Deus

Postado em Igreja, Prosa e Poesia, Vídeos e Filmes em Setembro 30, 2009 por fchagas

Ao louvor com louvor e carinho

Foi quase ontem, não sei. Hoje, embalado pelo presente. Amanhã, depois do que ouvi, acontecerá, é certo.  Estou ciente de  que por traz desse simples ensaio musical existem histórias que foram traduzidas através dos sons. A música tem um lugar especial em suas vidas.

Depois de tanto tempo a alma calada e o coração contrito, fiquei entre notas, na primeira fila, logo quando surgiram as primeiras notas fazendo meu coração vibrar.

Animem uns aos outros com salmos, hinos e canções sagradas. Cantem hinos e salmos ao Senhor, com gratidão nos seus corações.
(Ef 5.19)

Davi, rei de Israel, estabeleceu uma cultura peculiar ao culto através da música. Paulo, escritor bíblico, também manifestou sua admiração e valor à música. Tanto que exortou a igreja em sua carta aos coríntios a buscar equilíbrio na adoração:

“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.

(1 Coríntios 14.15).

Sendo assim, entendo que existe a dinâmica da adoração na realidade múltipla da música, em seu alvo. Porém, também, na realidade integrada com o pensamento teológico. Mostrando a necessidade da harmonia entre a razão e o fervor, entre a consciência e as emoções.

A  melodia tem seu aprisco no coração.

Deus abençoe suas vidas.

Chagas

Escravidão

Postado em Igreja, Pensamentos, Prosa e Poesia em Julho 9, 2009 por fchagas

Existem escravidões às quais estamos acorrentados. A escravidão do dever: familiar, social, cultural. E, certamente, o mais forte de todos: a escravidão de nossos sentimentos e de nossos sentidos. Acabamos por “amar’ nossos algozes, mesmo que defendemos deles. Mesmo que saibamos como seria indispensável nos desvincular deles. “Há quanto tempo eu deveria ter ido embora! Mas, não  consigo. Alguns dizem-me que devo amar o sofrimento! Não concordo. No entanto, nutro a expectativa de que , um dia, ele modifique sua maneira de ser”.

(Jean-Yves Leloup)

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Essência da conexão

Postado em Espiritualidade, Igreja, Pensamentos, Religião, Vida Cristã em Março 24, 2009 por fchagas

Primeiro: A busca diligente de revelar a alegria de Cristo em nós e de encontrar dentro de nós o bem que plantou. Segundo: o modo cativante com que revela o que é mau/doloroso – inspira o arrependimento.

Quebrantar as pessoas pela revelação das trevas interiores tem m propósito. É errado negar essas trevas, mas erro maior é deixar-se fascinar por elas e permanecer lá dentro.

(Larry Crabb)

Para não viver em vão – Ricardo Gondim

Postado em Espiritualidade, Igreja, Religião, Vibrações da Alma em Março 13, 2009 por fchagas

Queridos amigos, bom dia!

Aproveito e agradeço as visitas, mesmo sem postagens recentes,  demonstra sua fidelidade aos temas do blog e, acredito, a apreciação aos  links, categorias, principalmente a lista dos bons nomes das  indicações, etc .

Então, um blog com o nome vibrações da alma não poderia deixar de postar, para fazer jus ao próprio nome,  um texto denso e de  relevância para os dias de hoje como este do Ricardo Gondim  – um conteúdo febril.

Abraço.

Francisco Chagas

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Para não viver em vão

Clint Eastwood produz e dirige filmes densos, especialmente os que lidam com o abuso de crianças. Gostei da trama de “A Troca” (“Changeling”), baseado em fatos reais. Um garoto desaparece enquanto a mãe, divorciada, trabalha algumas horas extras no sábado. Para encontrar o filho, Christine, personagem encenada por Angelina Jolie, precisa enfrentar sozinha a corrupta máquina policial de Los Angeles e ainda tem de manter o emprego, apesar da solidão e do desespero pelo sumiço do menino.

O pastor presbiteriano Rev. Gustav Briegleb (John Malkovich), que lutava contra a violência policial, se une a Christine em sua luta contra a politização do Xerife que deveria cuidar da segurança pública.A militância de Briegleb é ética, corajosa e persistente. No final, enquanto projetavam as explicações finais sobre os desdobramentos do que aconteceu no filme, desabafei: “Quando crescer, quero ser igual a esse pastor”. O ministério de Briegleb desencadeou mudanças profundas nas leis da cidade. A obstinação de um homem salvou a vida de milhões de pessoas que ainda nem tinham nascido.

Fui ordenado ao ministério em 1977. Desde então, trabalho com evangelização, missões urbanas e plantação de igrejas. Preguei milhares de sermões, participei de centenas de congressos, mesas-redondas e seminários. Comparo-me ao que Jesus disse aos primeiros discípulos: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça” (Jo 15.16). Conto os anos de ministério, vejo que o meu futuro é mais curto que o passado e me pergunto: “Qual a pertinência do meu esforço? O fruto do meu ministério permanecerá?”.

Não pretendo terminar os dias desempenhando as funções sacerdotais como mero sacerdote que batiza, celebra ritos de passagem e enterra os mortos. Não almejo acomodar-me à função de xamã. Não tolero o papel de “baby-sitter” de crentes burgueses, sempre ávidos por bênçãos.

É possível encontrar muitos cristãos em movimentos populares que reivindicam reforma agrária. Porém os pastores, com certeza ocupados com a máquina religiosa, não dispõem de tempo para se aliarem aos oprimidos pela burocracia estatal, que perpetua a injustiça. Poucos se atrevem a sair do conforto das catedrais para defender o meio ambiente.

Como pastor pentecostal, inquieto-me com o massacre da teologia da prosperidade, que ocupa a maior parte do culto com promessas de bênção. Não gosto de ver a instrumentalização de quase todo esforço missionário para fazer proselitismo, em nome de uma evangelização.

Pastores semelhantes a mim vivem a responder a questiúnculas sobre doutrina, a legislar sobre moralismos e a apagar fogo de contendas entre os membros de suas comunidades. O discipulado desaparece na catequese que tenta adequar as pessoas às demandas religiosas. O resultado é trágico e o testemunho cristão, pífio.

Por todos os lados pipocam sinais de que os evangélicos começam a repensar a teologia fundamentalista que lhes serviu de suporte. Agora urge fazer o dever de casa com a eclesiologia. O significado de ser igreja em áreas cosmopolitas tem de ser mais bem avaliado. Os paradigmas atuais sufocam o surgimento entre os evangélicos de gente como Martin Luther King ou Dorothy Stang.

Caso não mexamos com os conceitos fundamentais da teologia da missão, continuaremos repetindo fórmulas desgastadas. Resgatar pessoas do inferno, garantir o céu, mas esquecer a “plenitude da vida” diminui brutalmente o mandato cristão. O tempo gasto das pessoas, os recursos financeiros aplicados, a mobilização de talentos, não podem ser desperdiçados. A função da igreja é também resgatar vidas, proteger os indefesos da burocracia estatal, da opressão do mercado e até da frieza eclesiástica.

Como cuidei basicamente de igrejas urbanas, lamento o tempo perdido com a máquina religiosa. Fui absorvido por programações irrelevantes. Defendi teologias desconexas da existência. Fiz promessas irreais. Discuti ideias estéreis. Corri em busca de glórias diminutas. O tempo é uma riqueza não renovável, portanto, resta-me lamentar tanto esforço para tão pouco resultado.

Entreguei-me de corpo e alma à oração, fiz vigílias, jejuei. Ralei os joelhos em busca de uma espiritualidade eficiente. Acreditei piamente que a maturidade humana aconteceria pelo caminho da piedade religiosa. Ledo engano. Muitos companheiros de oração se levantaram ferozmente contra mim.

O mundo passa por mudanças radicais e as igrejas, se quiserem ser relevantes, precisam repensar seu papel na sociedade. Se não quiserem sucumbir à tentação de serem meros prestadores de serviços religiosos, os pastores precisam abrir mão de egolatrias tolas como o fascínio por títulos. É tolice brincar de importante usando o nome de Deus.

O descrédito do cristianismo ocidental se tornou agudo nos últimos 20 anos. Urge que os pastores revejam os seus sermões e se questionem se pregam conceitos relevantes em uma sociedade profundamente injusta, cruel e opressiva. Não fazer nada custará muito à próxima geração. Mais jovens se fatigarão prematuramente. E os idosos morrerão com o gosto amargo de terem gastado a vida em vão. O que seria muito triste.

Soli Deo Gloria