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Ambulante do amor

Posted in Pensamentos, Prosa e Poesia, Senda da Paixão on Novembro 9, 2009 by fchagas

Minha letra denuncia minha insegurança.
Sinto-me um andarilho sem rumo.
Apático,resisto a indolência,
ofereço amor como produto de consumo.
Cedo descobri que sofro de saudade, de solidão,
da ausencia infinita que fere.
Porém ainda anseio pelos tempos de calmaria
Escrito pelos ventos da paixão que nos uniu.

O caminho estreito

Posted in Espiritualidade, Pensamentos on Outubro 16, 2009 by fchagas

“Dos incontáveis paradoxos do cristianismo histórico, esse é mais um: historicamente, os cristãos ignoraram o exemplo de Cristo e tornaram-se seguidores funcionais de João. O caminho de João Batista é o caminho dos monges do deserto, das ordens religiosas, das rádios evangélicas; é o caminho do ascetismo, das regras estabelecidas para “fazermos a diferença”; das abstenções, do recuo, do afastamento, da irrelevância, da exclusão e do preconceito.
O caminho de Jesus é o da inclusão, da presença, do abraço irrefletido e incondicional do mundo. É o caminho estreito que poucos trilham, a porta exigente pela qual poucos passam.”

Paulo Brabo em Em 6 Passos O Que Faria Jesus

Fé e fatalismo

Posted in Pensamentos on Outubro 9, 2009 by fchagas

Dizer de uma situação “está fora de meu controle” pode denotar uma expressão fatalista, ou então marca de fé. Afinal, a fé parece concretizar-se na resignação. Ela também pede-nos para dizer: “entrego-me nas mãos que estão além das minhas.” Mas fé é muito diferente de fatalismo. É o seu extremo oposto. Antes de ser uma manifestação de resignação passiva, a fé conduz-nos a uma disposição cheia de esperança. Uma pessoa de fé está disposta a deixar que coisas novas aconteçam e assume responsabilidades que ultrapassam possibilidades jamais cogitadas. Confiar em Deus permite-nos viver em expectativas ativa, e não em cinismo. Quando encaramos a vida como um presente, como um bem valioso que nos foi dado por um Deus amoroso, e não extraído como luta de um destino impessoal, lembramo-nos de que, no âmago da realidade, permanece o amor do próprio Deus. Isso significa que a fé cria em nós uma nova disposição de deixar a vontade de Deus cumprir-se. (grifo meu)

(Henri Nouwen)

Debates sobre o futuro da religião

Posted in Espiritualidade, Pensamentos, Religião on Agosto 6, 2009 by fchagas
Gianni Vattimo speaking at Galassia Gutenberg ...
Image via Wikipedia

A questão se torna então: que critério temos para abrir um diálogo? Há algumas diferenças entre arbitrariedade e concordância. Concordância está sempre relacionada a um tipo de continuidade: nós concordamos sobre o que achamos verdadeiro é aplicar algum tipo de critério, paradigmas que não são completamente escolhidos de modo arbitrário, mas que são de algum modo encontrados. Esta é, por exemplo, a diferença que vejo entre a hermenêutica de Gadamer e os jogos de linguagem de Wittgenstein temos o “jogo” e as “regras”  do jogo que devemos jogar seguindo as regras para concordar com outras pessoas, mas é a hermenêutica que tenta tornar evidente e clarear a historicidade das regras. Assim, mesmo que não exista nenhum lógos objetivo da natureza da realidade, o tempo todo que concordamos sobre alguma coisa realmente damos um tipo de testemunho, percebemos um tipo de continuidade do logos, que é o único critério que de fato temos. Esta é a razão pela qual eu insisto em caridade, porque caridade poderia ser algo pensado como os diferentes jogos de linguagem, as diferentes regras dos jogos de linguagem.

Gianni Vattimo

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Escravidão

Posted in Igreja, Pensamentos, Prosa e Poesia on Julho 9, 2009 by fchagas

Existem escravidões às quais estamos acorrentados. A escravidão do dever: familiar, social, cultural. E, certamente, o mais forte de todos: a escravidão de nossos sentimentos e de nossos sentidos. Acabamos por “amar’ nossos algozes, mesmo que defendemos deles. Mesmo que saibamos como seria indispensável nos desvincular deles. “Há quanto tempo eu deveria ter ido embora! Mas, não  consigo. Alguns dizem-me que devo amar o sofrimento! Não concordo. No entanto, nutro a expectativa de que , um dia, ele modifique sua maneira de ser”.

(Jean-Yves Leloup)

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