Minha letra denuncia insegurança.
Sinto-me um andarilho sem rumo.
Apático, resisto a indolência,
ofereço amor como produto de consumo.
Cedo descobri que sofro de saudade, de solidão,
da ausência infinita que fere.
Porém ainda anseio pelos tempos de calmaria,
escrito pelos ventos da paixão que nos uniu.
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Ambulante do amor
Postado em Pensamentos, Prosa e Poesia, Senda da Paixão em Novembro 9, 2009 por fchagasBendirei a Deus
Postado em Igreja, Prosa e Poesia, Vídeos e Filmes em Setembro 30, 2009 por fchagas
Ao louvor com louvor e carinho
Foi quase ontem, não sei. Hoje, embalado pelo presente. Amanhã, depois do que ouvi, acontecerá, é certo. Estou ciente de que por traz desse simples ensaio musical existem histórias que foram traduzidas através dos sons. A música tem um lugar especial em suas vidas.
Depois de tanto tempo a alma calada e o coração contrito, fiquei entre notas, na primeira fila, logo quando surgiram as primeiras notas fazendo meu coração vibrar.
Animem uns aos outros com salmos, hinos e canções sagradas. Cantem hinos e salmos ao Senhor, com gratidão nos seus corações.
(Ef 5.19)
Davi, rei de Israel, estabeleceu uma cultura peculiar ao culto através da música. Paulo, escritor bíblico, também manifestou sua admiração e valor à música. Tanto que exortou a igreja em sua carta aos coríntios a buscar equilíbrio na adoração:
“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.”
(1 Coríntios 14.15).
Sendo assim, entendo que existe a dinâmica da adoração na realidade múltipla da música, em seu alvo. Porém, também, na realidade integrada com o pensamento teológico. Mostrando a necessidade da harmonia entre a razão e o fervor, entre a consciência e as emoções.
A melodia tem seu aprisco no coração.
Deus abençoe suas vidas.
Chagas
Escravidão
Postado em Igreja, Pensamentos, Prosa e Poesia em Julho 9, 2009 por fchagasExistem escravidões às quais estamos acorrentados. A escravidão do dever: familiar, social, cultural. E, certamente, o mais forte de todos: a escravidão de nossos sentimentos e de nossos sentidos. Acabamos por “amar’ nossos algozes, mesmo que defendemos deles. Mesmo que saibamos como seria indispensável nos desvincular deles. “Há quanto tempo eu deveria ter ido embora! Mas, não consigo. Alguns dizem-me que devo amar o sofrimento! Não concordo. No entanto, nutro a expectativa de que , um dia, ele modifique sua maneira de ser”.
(Jean-Yves Leloup)
Amar
Postado em Pensamentos, Prosa e Poesia, Senda da Paixão em Junho 12, 2009 por fchagas
“Estar apaixonado é um estado” dizia Denis de Rougement; “amar, um ato.” O casal, quando sobrevive a coabitação, quando nela cresce, permite que passemos desse modo (o amor-paixão: aquele que sofremos) para esse ato (o amor-ação: que fazemos, cultivamos e assumimos). É preciso ser bem jovem ou bem ignorante para não ver nisso um progresso. Estar apaixonado é sentir falta de alguém: I need you; te quiero… Amar é não sentir falta de nada: é fluir e regozijar-se de uma presença, de uma existência, de um amor. Cuidado, contudo, para, entre esses dois pólos, não absolutizar a diferença. Não há a nada mais relativo, nada mais flutuante que nossas histórias de amor. Por força de nossa finitude, há sempre uma falta em nós, sempre paixão ou passividade, sempre dependência, sempre uma criancinha que busca um seio ou um amor. E quase sempre bastante força ou alegria para dá-lo, ao menos um pouco. “a criança só sabe pegar” dizia Svami Prajnânpad, “é o adulto que dá.” Isso pelo menos indica o caminho. Comumente, começamos por amar aquele ou aquela que não temos, que nos falta, que gostaríamos de possuir e conservar; depois aprendemos a nos regozijar, no melhor dos casos, com que ninguém jamais possuirá, que é a existência do outro, a liberdade do outro, o amor do outro… o casal não é o contrario da solidão: é um modo de vivê-la juntos, sem negá-la ou renegá-la, sem aboli-la ou atraí-la. “na medida em que somos nós” , escrevia Rilke,” o amor e a morte se aproximam. Também a solidão e o amor, na medida – sempre finita – em que vivemos.
Que tudo isso começa na sexualidade –no mais obscuro do homem e da mulher, no mais animal, no mais bestial, e nem por isso menos humano – é o que ninguém ignora e que constitui como que um prazer a mais, um distúrbio a mais, que nos fascina, que nos assusta, que nos move e que nos comove. Maravilhosa obscenidade dos corpos. Alegre repetitividade do desejo. Perturbadora intimidade das carícias. Esplendor da volúpia. E tanta violência, e tanta doçura, e tanta ternura! Poder de fluir. Poder de se regozijar. O sexo é uma noite e um sol. O amor – quando amor há – é sua luz e seu repouso.
André Comte-Sponville. A vida humana. p. 44
Uma celebração
Postado em Conjunções, Filosofia da praça, Prosa e Poesia, Vibrações da Alma em Junho 9, 2009 por fchagas
Ontem, por volta de 22h recebi um convite de meu amigo Richardson, convidou-me para uma espécie de ato de memória. Atendi com profunda gratidão. Recebi seu convite como testemunho de que, além de uma amizade autêntica, ele estava compartilhando algo muito comovente, portanto selando um relacionamento.
UM lugar como memorial.
“Mas fica atento, guarda bem a tua vida, guarda-te de nunca esquecer as coisas que teus olhos viram nem deixa-las sair de teu coração em nenhum dia de tua vida; …” (Deuteronômio. 4.9)
Amigo, obrigado pelo convite e recepção.
Um grande abraço
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