(Lucas 24:21) – E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram…”

Gostaria de dizer “De volta para o futuro” – usando o título do filme de Steven Spielberg, cineasta e diretor americano. Mas neste episódio, escrito por Lucas – dois discípulos de Jesus – quando externam seu lamento, sua decepção de forma amarga, seria melhor dizer: “De volta ao passado”. Depois da crucificação de Jesus, o poder da morte rondava novamente. O sistema político romano governava sob rédeas curtas. Manipulava o povo hesitante em decisões. Desse modo, para os discípulos, não restava outra coisa a não ser voltar para suas vidas cotidianas. Também, não muito longe dali, outro grupo se refugiava. (Jo 20.19; Mc 14.50 – 52) A confiança e esperança tão presente nos dias em que caminhavam juntos com Jesus pelas estradas da galileia, foram arrefecendo. O medo, o desespero, e o desânimo tomaram conta deles. O sonho militante aguerrido de uma vida melhor perdeu o sentido. Agora, o que restava era voltar para Jerusalém e retomar suas vidas.

Imerso em minha realidade sou contagiado de forma febril pela desesperança. Tento a muito custo aportar em outro porto. Quem sabe mudar o discurso. Contudo essas sensações, teimosamente, gravitam, impedindo-me de reorganizar meu próprio mundo. Parece difícil essa tentativa, todavia, ao usar este texto, não faço de modo inoportuno. Faço por acreditar na mudança desta realidade.  Os obstáculos encontrados na estrada da vida tornam-se quase intransponíveis.

Mas nada justifica endossar e corroborar com o mal-estar assumido por muitos. Se esse sentimento tomasse conta de nós. Assim como tomou dos discípulos na ocasião, o agora poderia ser hoje. De modo que, devido as evidencias históricas – do Jesus ressuscitado e suas promessas –  assumi definitivamente fazer uma releitura desta realidade. Assim, sendo bem otimista  acerca da realidade, optei por enxergar um mundo melhor. No horizonte ainda brilha a luz da esperança. Por isso renuncio esses sentimentos sóbrios e lanço mão da reflexão consciente. Quero desfrutar de um mundo alcançável. (João 14:26)

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” “E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, Dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite” Lucas 24:5-7. (grifo meu)

Assim, vou testando minha fé. Na confiança e na proposta mensurável do Reino de Deus entre nós.

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