Andando de mãos dadas com as adversidades da vida”

“Este mundo não é um mundo no qual podemos ir bem sem pensar e sem que tudo vá bem no plano de nossa alma” J. C. Ryle

Vivemos num ambiente caracterizado pela afobação, estresse, e uma forte sedução por inovações. Há dias venho observando algumas contradições. Por exemplo, as pessoas, na sua maioria,  concentram-se forças em busca do prazer e satisfação pessoal; tentando de todos os modos possíveis alcançarem a felicidade, quiçá a tão esperada estabilidade financeira. Depois, se cansam, se fadigam e reclamam. Outros usam a máxima da música do Zeca Pagodinho, “deixa a vida me levar” e agem da mesma forma. Não se cansam, nem se fadigam, porém reclamam das oportunidades não baterem na sua porta! Julgam a vida através dos seus padrões e critérios mesquinhos. A vida do vizinho é sempre melhor, se o vizinho consegue sucesso não é pelo esforço próprio, e sim, porque alguém abriu a porta da esperança e a felicidade lhe sorriu. Com isso emergem indagações eivadas de valores, pois, percebe-se de acordo com esses parâmetros, como acabei de insinuar, as quais, essas ações e reações, libertadoras e/ou opressoras determinam o modo como desenhamos o mundo.

No texto de Lucas 12:17, Jesus conta uma parábola: diz que um homem “arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: Derrubarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; – E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. – Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? – Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus.

(Lucas 12:17 – 21)

Parece inerente ao ser humano buscar felicidade, alegria e prazer. No entanto, se percebermos com mais atenção, veremos que alguns fatores estão intimamente relacionados. Usamos nossas faculdades para alcançar os níveis que satisfaçam nossos desejos, para vivermos bem.

Por ora, só quero acentuar que, inversamente ao que se costuma pensar, uma vida bem equilibrada e saudável depende das intenções do coração, não na posição que ocupamos. E nossas felicidades entram na vida, independente dos fatores externos, quando tomamos decisões alicerçadas no caráter. Por fim, na prática, os exercícios de piedade e as experiências da vida em comunhão com o próximo e com Deus – (I Timóteo 4:7) – nos ajudam a crescer em virtudes cristãs e, conseqüentemente, multiplicar o amor e a Graça do Senhor.

 

(I Pedro 4:10) – Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

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