Antes de mais nada, convém reconhecer a gravidade do assunto. E ainda, avisa-la sobre a proposta do blog. Entretanto, abolimos as regras – tenho verdadeira aversão. Porém, admito que às vezes são necessárias. Aliás, talvez tenha sido este o motivo que a  atraiu até aqui. Mesmo considerando outros caminhos melhores do que este, por exemplo, a Gruta. Também sugiro uma conversa com pessoas mais próxima e  qualificadas para orientá-la. Contudo, eis aqui algumas sugestões para você. Para orientá-la utilizei, além da bíblia, recomendações colhidas em momentos de reflexão e conversas com amigos queridos. Agradeço sua autorização à publicação, consideração e apreço. Dito isto, vamos em frente…

… , (sem título!)

namorados.jpg—-. – —– Original de Mensagem.

From: …@hotmail.com

To:: … fchagas….@hotmail.com

Sent:: A … sexta-feira, 05, 2007 3:25 AM

Subject: Ajuda: falei o que não devia

Recebi um email de uma jovem relatando uma discussão (cotidiana) com seu marido:

Olá pastor,

Quero lhe pedir ajuda. Ontem à noite tivemos uma discussão. E no calor da discussão, ele reclamou sobre algumas coisas que havia dito. É verdade, confesso. Eu disse coisas que não devia, e agora estou tremendamente arrependida. Reconheço que exagerei. Falei algo que estava me incomodando há muito tempo e acumulado durante nossa convivência. Aproveitei o momento e falei tudo que estava guardado em meu coração. Acontece que ele me acusou de estar sempre “soltando farpas’ na direção dele”. E por causa disso, me evita, não discute mais. Há dias ele não conversa comigo! Meu casamento está um “gelo”!. Não tenho mais coragem de encarar meu marido como antes. Isso vai acabar destruindo meu relacionamento. Tenho medo que isso possa acontecer. O que devo fazer?

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…………… /2007 21h32

Minha cara irmã, saudações em Cristo.

Aprendi que cada palavra proferida possui a força necessária para fortalecer ou enfraquecer. Para construir ou destruir. E, se pensar com profundidade, irá perceber que essas ditas palavras trazem consigo uma indicação de identidade pessoal. É interessante que essa palavra possui também um histórico, ela não é apenas uma folha caindo “ziguezagueando” sem encontrar lugar, ela tem a força de produzir a reação necessária. É como causa e efeito, dita com freqüência identifica, também,  a outra pessoa.

Contudo, minha cara, esses “fleches” maliciosos (as farpas sem precisão, como você mesmo denomina, com intenção de ferir) são facilmente combatidos ou contornados quando a pessoa está firme em suas convicções. Quando busca ajuda mútua para a solução desses pequenos deslizes da relação. Isto é fato. É imprescindível lembrar que cada situação é diferente. Cada momento requer uma definição e postura adequada. Falando francamente, essas ditas definições são as bases de qualquer relacionamento.

Também é importante lembrar as afirmações e os sentimentos que os aproximam. Por exemplo, “como” começou esse relacionamento? Foi algo voluntário, circunstancial, intenso, sério ou ardente? Em quais desses tipos você qualificaria seu relacionamento? Se sua resposta é verdadeira. Então também seja sincera em seus comentários. Mantenha-o informado sobre seus sentimentos. Seja verdadeira. Em qualquer relacionamento, temporário ou duradouro.

Na atual circunstância a palavra “sinceridade” é à base de sustentação. Parece-me o antídoto. As dúvidas e as instabilidades são dissipadas. Pense com bastante carinho sobre isso, significa maturidade. Outro dia li uma frase construída sobre pressão: Talvez por isso ela tenha muito valor. “Quando a lógica e argumentação falharem, guie-se pelo coração. E agarre–se aos amigos”.

Pois bem, após essa discussão simples e contraproducente, acredito que, às vezes, poderia ser evitada com um pouco de bom senso. Espero sinceramente que minha resposta produza e lhe inspire à reflexão. Para ajudá-la no presente ou em situações futuras.

Alguém muito sábio disse: “TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar”.

Então, você saberá o momento de calar e o momento de falar. Por exemplo, quando se refere às mágoas e ressentimentos que se acumularam. Bem, aconselho a não guarda-los, deve procurar seu marido para conversar e falar com transparência o que permeia seu coração e/ou causa insatisfação. Seu coração precisa estar livre para amar a quem você escolheu para amá-lo. Sua vida será bem melhor assim. Existem momentos para trabalhar, viver e sorrir. Seria bom se vivêssemos todos esses momentos juntos

Cuide-se.

Que a Graça te seja multiplicada.

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