Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.

(Tiago 4:13 – 14)

De forma pedagógica, Deus instrui, no aspecto litúrgico, seu povo a realizar tarefas de modo planejado. Sua interação com a humanidade (Ec 3:1-8) é evidência de que Ele deseja as coisas feitas de forma planejada. Contudo, preciso avisá-lo de que não estou fazendo apologia ao “pragmatismo consagrado” defendido por alguns líderes. Não, isso não! Minha crítica ao movimento é pela simples razão de presumirem resultados espirituais pelo fator “método eficiente”, aliás, considero essa prática puro convencimento ou altivez humana. No entanto, sou alérgico às frases do tipo: “Faça qualquer coisa”. Isto, sinceramente, é reflexo da displicência. Basta observar as ações sacerdotais; irá perceber a excelência, o zelo, o significado em cada gesto no culto de adoração.

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.”

(Provérbios 16:9)

Nesse sentido, encontro algumas proposições que devemos estabelecer ao abordar aquilo que desejamos realizar. Destaco dois pontos:

Primeiro: Desde o princípio Deus idealiza soberanamente seus atos. (Isaías 46:10) “Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.” Portanto, planejar nossas metas é seguir princípios estabelecidos por Deus.

Segundo: Nossos atos e intenções são resultados da Graça. Apesar de conscientes do compromisso na propagação do Reino de Deus, nossa empolgação nas ações evangelizadoras denota efetivar, na esfera psicológica, um elemento anestésico. Quando muito vibramos com os resultados alcançados, e, às vezes, esquecemos de que os frutos são conseqüências do favor de Deus. Embora nossa oferta e motivação sejam indispensáveis nesse processo, é simplesmente influência de nossa maturidade espiritual e, principalmente, respostas do Senhor aos anseios, súplicas do povo escolhido para receber Sua misericórdia.

De modo particular, são indicações. Devemos ter consciência de que precisamos avaliar hipóteses. Uma simples organização de pensamentos na hora de executar um projeto, certamente, aumentará nossas possibilidades e as expectativas serão favoráveis. Daí, se percebermos isso a tempo, começaremos a penetrar em outro nível de maior maturidade.

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