Foi um dia histórico que produziu uma reflexão concebida sob a luz do anoitecer. Ainda estou admirado pela exuberância da vida! A admiração pelo momento especial se torna papel carbono que transfere as mudanças relacionadas e a cada dia aprofunda minhas raízes. Confessei fragilidades. Resolvi caminhar mais devagar; sem pressa, quase sem alardes, para apreciar a vida.

Editei minha história no rodapé do Livro Sagrado. Fiquei me perguntando como seria a minha vida se tivesse novas oportunidades. O que faria para evitar diálogos surdos com meus pares. Acontece, assim, certifica o Dr. Paul Tournier.  Mas quando sobra pouco tempo, aproveito o tempo para cuidar das coisas que são essenciais. Sinto-me compelido a preencher os vazios com uma boa prosa entre meus amigos – consolidar amizades. Descobri que preciso estreitar o espaço entre meus pensamentos e meu coração.

Não pergunte a idade sob pena de interromper nossa conversa. Disse o mestre Rubem Alves: “Cada aniversário é um desfazer.” Não mergulhe na areia movediça. Não pise, portanto, no jogo do preconceito sobre a idade. Trata-se de fachada, charme, retórica. Quanto menos discutir o assunto, melhor.

Atentei para as palavras dos mais velhos: são tesouros em meus bolsos. Ouvir alguns sussurros; aprendi a ler nas entrelinhas, e que eu deveria ficar centrado; restaurar uma inestimável antiguidade que foi aceita, porém, perdida. É tentador especular. Não obstante a razão desses conselhos, Deus registrou no livro Santo. Todavia, essas recomendações imprimiram a impressão de uma sutil advertência; uma tentativa de cortar as asas da minha imaginação.

Observei nesse tempo de aprendizado que “eles” não perceberam, ou relutam em aceitar, minha reverência, admiração pelo Poeta Maior. (Deus e Sua Palavra) Como a palavra que esmiúça a pedra; luto com afinco para demolir o moralismo esmagador, a eterna censura que converte o sistema rígido destruidor da vida

Recebi congratulações e presentes, dentre eles, ganhei de uma criança um beijo e, junto, um bombom de morango. Sem dúvida, aumentou sobremaneira minha responsabilidade. As crianças sempre surpreendem; carinhos e frases cheias de ternura cavaram o chão do meu coração e encontraram a fonte das minhas lágrimas. Elas sempre preenchem os espaços para amar sem amarras.

Enfim, a despeito dos deslizes, sangrias e ajustes na minha história; em suma, todos os momentos da minha existência foram importantes e serviram para me aperfeiçoar. Se tivesse novas oportunidades não mudaria nada. Faria tudo de novo, porque percebi um murmúrio de uma brisa ligeira! “misericórdia por todos – tudo é misericórdia”.  Reafirmei minha vocação e assumi novamente meu compromisso ministerial: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.

(Miquéias 6.8)

Que a graça do Senhor te seja multiplicada.

Chagas

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