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É o amor que nos salva. Essa afirmação embora pareça isolada, aponta para a única alternativa a qual nos  aproxima do coração de Deus. No decorrer dos anos fiz várias perguntas a respeito de Salvação. Por exemplo: será que não estamos caminhando em cima da mesma plataforma de evangelização? Ou seja, vale a pena  aplicar sempre o mesmo  método evangelístico? O pecado possui uma razão psicológica? Toda história do mundo está relacionada com a história de Deus no processo de salvação?

Tenho conciência de que estou pisando no terreno minado da teologia, a tríade  – pecado, sacrifício e redenção – ,  mas continuar a difundir complexo de culpa ou medo, embutida na mensagem, a fim de salvar um possível pecador, contrapõe diretamente aos ensinamentos mais profundos de Jesus.  Por esta razão, estive em busca de novos conceitos sobre salvação, olhar noutra perspectiva, e me deparei com o  livro Missão Transformadora, de David Bosch, um grande legado para a teologia. Bosch propõe uma mudança de paradigma na teologia da Missão. Sintetiza o Pacto de Lausanne. O “Evangelho todo, para o homem todo, para todas as nações.

O que estou apontando é que  o cerne da religião encontra-se em várias pressuposições da fé. Anotei algumas:

“a espiritualidade cristã tem a ver com a vida concreta das pessoas. Se não tivesse, ela não teria utilidade para nós humanos, mas só para seres não-materiais (se é que existem). Nós humanos somos seres corporais e, por isso, uma espiritualidade que não possa ajudar a viver uma vida feliz tem que ter relação com questões corporais e materiais.

[SUNG, Mo Jung. Um caminho espiritual para a felicidade. Rio de Janeiro: Vozes, 2007. p.39]

“Interessados em multiplicar o número de crentes, os evangélicos buscam métodos eficazes de evangelização, deixando de lado as exigências abrangentes da evangelização. Para viabilizar um conceito individualista e ultramundano de salvação, optaram por otimizar métodos, sacrificando as exig6encias proféticas da reflexão teológica que encarna o reino de Deus.”

[GONDIM, Ricardo, MISSAO INTEGRAL em busca de identidade evangélica, 2010, p.145]

A missão histórica de Jesus somente pode ser entendida em conexão com o Reino de Deus. Sua missão aqui e agora é a manifestação do Reino como uma realidade presente em sua própria pessoa e ação, em sua pregação do evangelho e em suas obras de justiça e misericórdia.

[Missão integral. Londrina: Descoberta, 1992]

Por meio da Igreja e de suas boas obras o Reino de Deus se torna historicamente visível como uma realidade presente. As boas obras, portanto, não são um mero apêndice da missão, mas uma parte integral da manifestação presente do Reino: elas apontam para o Reino que já veio e para o Reino que está por vir.

[Missão Integral. Londrina: Descoberta, 1992]

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