O que a religião oferece que alma solitária precisa? Podemos responder a isso com uma única palavra: comunidade. Nossos lugares de adoração e louvor nos oferecem um refugio, uma ilha de proteção no meio de um mundo hostil e competitivo. Em uma sociedade que segrega o velho do jovem, o rico do pobre, bem-sucedido do que se esforça para sobreviver, a casa de louvor representa onde as barreiras caíram e todos somos iguais perante Deus. Este lugar promete ser o único em que necessariamente a minha vitória não significa a sua derrota.  O homem que se senta ao seu lado na sinagoga, igreja ou templo pode ser um corretor de seguros, ou o gerente de uma empresa concorrente, mas durante a hora em que passarão juntos, ele não tentara te vender nada e nem se esforçará por vencê-lo profissionalmente.

Meu professor Abraham Joshua Helchel certa feita escreveu: “seis dias a semana lutamos corpo a corpo com o mundo, tentando tirar sustento da terra. No Sabbath, ou dia do descanso, cuidamos da semente da eternidade plantada em nossa alma. Durante seis dias tentamos dominar o mundo. No sétimo tentamos dominar a nós mesmos. O mundo pode possuir nossas mãos, mas nossas almas pertencem a Alguém mais “.  É apenas sob o auspício da religião que podemos encontrar as pessoas como irmãos e irmãs, não como compradores e/ou vendedores.

Você se lembra das descobertas de Durkheim a respeito das religiões primitivas? Bem, ele concluiu que o propósito da religião em suas manifestações iniciais não era essencialmente conduzir as pessoas a Deus, mas sim reuni-las e protegê-las do sofrimento de ter de enfrentar o mundo(um lugar hostil) sozinhas. Em tempo de fome e inundações, guerras e terremotos, as pessoas encontram conforto ao enfrentarem o perigo juntas umas das outras.

KUSHNER, Harold. Quem precisa de Deus? Arx, p. 95,96

 

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Igreja: ser e pertencer

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