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Talvez influenciados por uma mídia capitalista, aonde nos leva sempre a  lucros ou perdas; percebe-se ao longo do tempo uma redução ideológica nos valores humanos. Lesados na condição de vida, baixos padrões, e conduzidos a categoria miserável, poucos suportam viver com dignidade. Há uma luta humilhante pela subsistência.

A burguesia sutilmente ainda domina o sistema. As estatísticas mostram que a desigualdade de riquezas impera nesse país.  A distância entre os ricos e os pobres a cada ano se amplia. E os “injustiçados”? Os desprovidos desistem de enfrentar as demandas da existência. Resolvem buscar obstinadamente  ser feliz como propósito supremo.  Eis um parágrafo para nossa reflexão.

“Ao longo de sua história, os homens se colocaram certos objetivos que não derivavam do desejo de felicidade e que não inspiravam ações em busca da felicidade; por exemplo, no que diz respeito ao problema da sobrevivência, da estruturação de um grupo social, das operações ou ideologia técnica, a preocupação com a felicidade não aparece… (Foi portanto uma novidade proclamada pela revolução moderna) a possibilidade de produção da abundância e de garantia de uma vida material melhor, uma vida mais fácil, longe do perigo, do cansaço, da repetição, da doença e da fome.”

Jacques Ellul

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