Após ler A montanha dos sete patamares fiz uma breve síntese mediante ao meu próprio prisma –  apesar de ser um assunto extremamente complexo – Entre tantas coisas problemáticas da realidade. Aqueles que viveram, em sua maioria, uma vida dissoluta de irresponsabilidade antes da vida convencionalmente espiritual (metanoia) oscila como pêndulo; são conscientes de que existe um fosso entre os dois estilos de vida.

Essa ideia foi abordada pelo Thomas Merton em sua autobiografia, na montanha dos sete patamares, diz:

Lá estava aquela sombra, aquele duplo, aquele escritor que me seguira no claustro.

Ele continua em meu rastro. Cavalga meus ombros, às vezes, como o velho do mar. Não posso detê-lo. Ele ainda usa o nome de Thomas Merton. É o nome de um inimigo?

Deve estar morto.

Mas levanta-se e encontra-me na estrada de todas as minhas preces, segue – me na igreja. Ajoelha-se comigo atrás da coluna, e fala-me o tempo todo ao ouvido.

Em todo caso, nesse sentido, Thomas Merton lembra de que há um processo de libertação em todos nós, antes de situar um novo estilo de vida, sob pena de não viver com integridade, sobretudo, o essencial da vida. Além do mais, uma vez maduros, engajados nesse novo estilo de vida, de responsabilidades, várias coisas surpreendem o homem.

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