Fé e fatalismo

Posted in Pensamentos on Outubro 9, 2009 by fchagas

Dizer de uma situação “está fora de meu controle” pode denotar uma expressão fatalista, ou então marca de fé. Afinal, a fé parece concretizar-se na resignação. Ela também pede-nos para dizer: “entrego-me nas mãos que estão além das minhas.” Mas fé é muito diferente de fatalismo. É o seu extremo oposto. Antes de ser uma manifestação de resignação passiva, a fé conduz-nos a uma disposição cheia de esperança. Uma pessoa de fé está disposta a deixar que coisas novas aconteçam e assume responsabilidades que ultrapassam possibilidades jamais cogitadas. Confiar em Deus permite-nos viver em expectativas ativa, e não em cinismo. Quando encaramos a vida como um presente, como um bem valioso que nos foi dado por um Deus amoroso, e não extraído como luta de um destino impessoal, lembramo-nos de que, no âmago da realidade, permanece o amor do próprio Deus. Isso significa que a fé cria em nós uma nova disposição de deixar a vontade de Deus cumprir-se. (grifo meu)

(Henri Nouwen)

A humanidade de Jesus

Posted in Vibrações da Alma on Outubro 5, 2009 by fchagas
Tenho medo desta hora!
Minha alma está triste até a morte.
Então, não pudestes vigiar uma hora comigo?
Judas, com um beijo trais o Filho do Homem!
Por que me bates?
(Jesus)

… Liderança bíblica sempre implica um processo em que se é liderado.

(Martin Buber)

Bendirei a Deus

Posted in Igreja, Prosa e Poesia, Vídeos e Filmes on Setembro 30, 2009 by fchagas

Ao louvor com louvor e carinho

Foi quase ontem, não sei. Hoje, embalado pelo presente. Amanhã, depois do que ouvi, acontecerá, é certo.  Estou ciente de  que por traz desse simples ensaio musical existem histórias que foram traduzidas através dos sons. A música tem um lugar especial em suas vidas.

Depois de tanto tempo a alma calada e o coração contrito, fiquei entre notas, na primeira fila, logo quando surgiram as primeiras notas fazendo meu coração vibrar.

Animem uns aos outros com salmos, hinos e canções sagradas. Cantem hinos e salmos ao Senhor, com gratidão nos seus corações.
(Ef 5.19)

Davi, rei de Israel, estabeleceu uma cultura peculiar ao culto através da música. Paulo, escritor bíblico, também manifestou sua admiração e valor à música. Tanto que exortou a igreja em sua carta aos coríntios a buscar equilíbrio na adoração:

“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.

(1 Coríntios 14.15).

Sendo assim, entendo que existe a dinâmica da adoração na realidade múltipla da música, em seu alvo. Porém, também, na realidade integrada com o pensamento teológico. Mostrando a necessidade da harmonia entre a razão e o fervor, entre a consciência e as emoções.

A  melodia tem seu aprisco no coração.

Deus abençoe suas vidas.

Chagas

Lucidez Teológica

Posted in Religião on Setembro 25, 2009 by fchagas

A força do profetismo é a lucidez. Ela é necessária nessa época de mutação. Estamos saindo de um milênio para entrar no desconhecido de uma nova era. Carregamos conosco conceitos e preconceitos de uma outra época, dos quais devemos nos libertar para fundar uma humanidade nova que responda às exigências da fraternidade. Abramos os olhos: vivemos tempos messiânicos: aqueles da mundialização e da conquista da estratosfera pelos terrestres. Os preconceitos e os interesses que impedem a paz no Oriente Médio são de uma outra época. É tempo de a humanidade se libertar deles.

Algumas colocações se impõe. Elas dependem de nossas religiões, fundadoras de nossas sociedades. O Ocidente, perversamente leigo e agnóstico – embora nós o vejamos sedento de espiritualidade – , deve voltar às suas fontes, pois seu futuro repousa na compreensão desses mal-entendidos que assombram o seu inconsciente coletivo.

O primeiro desses mal-entendidos, aquele que abre a via aos outros, é o cisma judeu-cristão. Estranho destino desses irmãos, conspurcando-se uns  aos outros para finalmente esboçar uma reconciliação na aurora dessa era. O mesmo esquema preside à rivalidade do cristianismo e do islã. Todos os dois expressarão, entretanto, uma rejeição comum da origem hebraica da mensagem. Assim como escreve o psicanalista Daniel Sibny: ” A origem do ódio é o ódio da origem”.

André Chouraqui – Meu Testamento, o Fogo da Aliança. p.52

Mudanças

Posted in Vibrações da Alma on Setembro 21, 2009 by fchagas
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos  sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?
(Cecília Meireles)